Empoderamento e resistência: o significadodo Julho das Pretas
- fabiollaapublicita
- 2 de mar.
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Julho das Pretas e o seu significado e a importância desta celebração para as mulheres como um todo.

Onde tudo começou;
O Julho das Pretas tem suas origem no movimento feminista negro latino-americano. Surgiu com uma ligação do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, realizado em 25 de julho.
Este dia foi escolhido em homenagem ao histórico e 1º Encontro de Mulheres Afroatino-Americanas e Afro-Caribenhas, ocorrido em 1992, na República Dominicana, que enalteceu e fortaleceu a união e a comunidade e organização das mulheres negras na região, em homenagem a Tereza Bangule surgiu o mês Julho das Pretas.
Julho das Pretas e a sua importância para as Mulheres Afrodescentes; Mesmo que essa data tenha nos trazido muita importância e significado de luta e resistência, as mulheres negras ainda sofrem enfrentando desafios e dificuldades, discriminação e desigualdade de gênero na sociedade.De acordo com dados fornecidos pela PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , o Brasil conta com 212 milhões de pessoas negras no Brasil e com isso a população brasileira corresponde à maioria, que é 54%, segundo o (IBGE). No entanto, sua resistência é admirável, e elas continuam lutando e superando essas barreiras.
Com esses dados percebemos o quanto é importante essa data para as mulheres no mês Julho das Pretas, pois através dessa comemoração conseguimos direitos inimagináveis, leis que possam protegê-las, agitar o meio político.Temos grandes nomes na área política utilizando esse mês para fortalecimento das mulheres, realizando ainda mais trabalhos voluntários, arrecadações em diversos meios e assim ajudando até mesmo no meio financeiro, principalmente para mães solos!
Como todo esse apoio muitas mulheres se tornaram empreendedoras, pesquisa feita aponta que 47% das empreendedoras no Brasil são negras, essa informação foi publicada em 13/03/2024 pesquisa conduzida pelo Sebrae Delas.
Com os dados percebemos o quanto esse evento pode fazer a diferença na realidade de muitas mulheres.
Mulheres Negras e seu desafios na sociedade; A Tereza Bangule uma das maiores representatividade não seria à toa que ela é o rosto do mês Junho das Pretas, claramente temos diversas histórias e mulheres para que possamos utilizar como exemplo Lélia Gonzalez, Benedita da Silva e muitas outras que sobreviveram ou deixaram suas histórias de resistência.
Além disso, a violência contra mulheres negras é uma realidade persistente, muitas vezes destruidora pela interseção de gênero, raça e classe social, resultando em taxas alarmantes de violência doméstica, agressão sexual e homicídios.
A saúde também é uma preocupação crucial, com taxas mais altas de mortalidade materna, menor acesso a cuidados de saúde adequados e maior prevalência de doenças crônicas em comparação com outros grupos.
Na educação também há dificuldades, que acompanham elas principalmente socioeconômico por muitas das vezes não terem nem dinheiro para irem à escola, ou comprar o básico do material escolar, muitas delas ainda passam essa dificuldade para outras gerações da sua família.
Apesar das dificuldades, as mulheres negras continuam enfrentando muitos desafios. Racismo, discriminação e desigualdade de gênero ainda são uma realidade para muitas mulheres pretas.
Por isso a importância do mês Junho das Pretas, para o fortalecimento delas e apoiá-las nestas lutas do cotidiano.
Conquistas e Avanços Recentes;
Vem surgindo movimentos cada vez mais fortes e apoiado com as ações políticas, para dar continuidade nas realizações e mudanças de uma das figuras significativas como Tereza Bangule, e de muitas outras mulheres que nos permitiu ter e utilizar em diversas esferas da sociedade.Esse mês que Julho das Pretas, nos faz lembrar o sucesso de histórias de várias mulheres que não só inspiram, mas também mostram a capacidade de mobilização e da empatia dentro das comunidades afrodescendentes e as mulheres sempre à frente, sobre as ações desse mês que é o Julho das Pretas. Temos 20 mulheres que podemos utilizar com exemplo de luta e força que tem suas história de luta e conquista que são lembradas até hoje, e algumas delas ainda ativas, cada uma delas fizeram suas ações no meio “político, esportivo, na ciência e na defesa do meio ambiente e em diversos outros, motivos que levam muitas mulheres a se inspirarem, e também para busca de igualdade e respeito de gênero e social. São elas; 1º Angela Davis 2º Antonieta de Barros 3º Aretha Franklin 4º Carolina Maria de Jesus 5º Chimamanda Ngozi Adichie Enedina Marques 7º Harriet Tubman 8º Josephine Baker 9º Kamala Harris
10º Mae Jemison
11º Maria Firmina dos Reis 12º Marli Coragem 13º Nzinga 14º Ona Judge 15º Rosa Parks 16º Ruby Bridges 17º Sônia Guimarãe
18º Tia Ciata
19º Tereza de Benguela
20º Wangari Maathai"
Exemplos de conquistas como:
Enedina Marques (primeira engenheira negra);
Clementina de Jesus; Maria Firmina dos Reis (primeira escritora negra);
Sueli Carneiro e Mãe Estela de Oxossi (entre tantas Mães de Santo ao longo de nossa história)
Julho das pretas é mais que uma data e referência de luta, é a histórias de vida de mulheres contadas e homenageadas atrás deste mês tão importante, e relembrando suas conquistas e utilizadas como exemplos de superações.
Julho das Pretas e seus eventos realizados; Em 2024 serão mais de 500 eventos em todo o país somente no Brasil durante o Julho das Pretas, realizando diversas celebrações, palestras informativas, workshop e atividades culturais. Esses movimentos e para ressaltar a homenagem sobre a Tereza Bangule, para cultura afro-brasileira e afro-latino-americana tem como relevância nesses eventos a conscientização sobre questões importantes que afetam as mulheres negras.
Lembrando que acontecem marchas pelo respeito e igualdade racial e iniciativas educacionais, isso é notável pelas mulheres negras e a sociedade.
O Instituto Odara realiza a ação Julho das Pretas e neste ano está focado na mobilização para a 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras, que acontecerá em novembro de 2025, em Brasília. O tema é "Mulheres Negras em Marcha por Reparação e Bem Viver". Mais de 250 organizações estão realizando 539 atividades em 23 estados e no Distrito Federal.
Essa mobilização não apenas visa fortalecer a visibilidade e a voz das mulheres negras, mas também promover discussões cruciais sobre reparação histórica para a população negra e as mulheres.
É uma forma de buscar reconhecer e reparar as injustiças e desigualdades históricas enfrentadas pelos afrodescendentes no Brasil.
E mais, o Bem Viver, vem sendo adotado por muitos movimentos de mulheres negras, direcionadas as ações coletivas para a busca por uma vida digna e sustentável, respeitando as diversidades culturais e étnicas e gênero
Reflexões do Julho das Pretas;
“Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista”. A conhecida frase da filósofa Ângela Davis
'Não reivindicamos inclusão numa sociedade racista, misógina, patriarcal e capitalista. Afirmamos o feminismo abolicionista', diz filósofa e ativista feminista norte-americana Essas são umas das falas da Angela Davis, sobre a sua vinda ao Brasil no mês de Julho das Pretas, não só para homenagear mas para impactar a sociedade sobre esta data tão importante. O racismo não escolhe classe social, para muitas mulheres negras, o Julho das Pretas é um momento que elas tendem a refletir profundamente sobre o significado e suas lutas diárias por respeito e igualdade e principalmente por justiça aquelas que muitas das vezes não puderam se defender e tentar proteger futuras mulheres que vieram a nascer negras. Elas querem um mundo de melhor realizando ações chamativas e impactante para todos os leitores incentivando-os a se envolverem mais, e serem mas firmes nas lutas por direitos humanos e diversidade e inclusão das mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, os demais gêneros afrodescendentes. Seja diferente, faça a diferença para uma sociedade melhor, busquem conhecimento para ajudar aqueles que não tem voz!


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